Do storytelling ao storydoing
Durante anos, o storytelling dominou a comunicação corporativa. Contar histórias bem construídas era visto como chave para engajar públicos. No campo ESG, isso significava transformar relatórios de sustentabilidade, relatórios integrados e relatórios de atividades em narrativas capazes de sensibilizar.
No entanto, o cenário mudou. Em um ambiente de vigilância constante, com jornalistas, investidores e sociedade civil atentos, apenas contar histórias não é suficiente. Surge então o storydoing em ESG, que coloca ações concretas no centro da narrativa. É menos sobre dizer e mais sobre mostrar; menos discurso e mais evidência.
O que é storydoing em ESG
O conceito pode ser resumido em uma premissa simples: ações antecedem narrativas. Assim, significa que empresas constroem reputação com base no que fazem, não apenas no que comunicam.
No universo ESG, isso envolve:
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Compromissos verificáveis: metas climáticas baseadas em ciência e reportadas.
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Iniciativas transformadoras: inclusão, inovação ou descarbonização com impacto mensurável.
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Transparência contínua: comunicação clara sobre avanços e dificuldades.
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Protagonismo coletivo: comunidades, colaboradores e parceiros como agentes ativos.
No storydoing, a narrativa nasce da prática, nunca o contrário.
Por que o storydoing é essencial hoje?
O avanço do greenwashing tornou o público desconfiado de discursos. Campanhas vistosas sem ações concretas logo se transformam em crises reputacionais.
Além disso, investidores e reguladores estão cada vez mais exigentes. Dessa forma, Frameworks como ISSB, GRI e SASB estabelecem padrões que reduzem ambiguidades. Nesse contexto, o storydoing cumpre três funções estratégicas:
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Blindar reputação: consistência reduz riscos de críticas.
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Engajar públicos: stakeholders acreditam mais no que veem do que no que ouvem.
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Gerar narrativas autênticas: histórias reais são mais poderosas que slogans.
Empresas que não adotarem o storydoing correm o risco de permanecer presas ao passado da comunicação ESG.
Como aplicar storydoing em ESG
Implementar storydoing exige rever práticas de comunicação. Algumas diretrizes incluem:
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Mapear iniciativas de impacto já em andamento.
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Conectar práticas a compromissos globais, como o Acordo de Paris ou os ODS.
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Transformar colaboradores em narradores das próprias experiências.
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Incluir territórios e comunidades como protagonistas.
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Desdobrar em múltiplos canais digitais, imprensa e eventos, de forma coerente.
No storydoing, relatórios deixam de ser um fim e passam a ser evidência contínua de práticas consistentes.
Exemplos de storydoing em ação
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Redução de emissões: empresas que divulgaram dados de escopos 1, 2 e 3 acompanhados de inovações energéticas.
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Inclusão social: programas de formação em comunidades locais, narrados pelos beneficiários.
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Transparência em crises: organizações que assumiram falhas e mostraram planos de correção.
Em todos os casos, a narrativa ganha força porque está enraizada em práticas verificáveis.
O que evitar no storydoing
Algumas armadilhas podem comprometer a estratégia:
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Exagerar impactos.
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Ignorar desafios e mostrar apenas sucessos.
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Tornar práticas invisíveis por falta de narrativa.
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Centralizar histórias, excluindo colaboradores e comunidades.
O storydoing em ESG exige coragem: mostrar tanto acertos quanto contradições.
O papel da agência especializada
Uma agência de comunicação ESG auxilia empresas a estruturar storydoing de forma estratégica. Seu papel inclui:
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Traduzir práticas em narrativas acessíveis e conectadas a relatórios.
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Garantir coerência entre o que se faz, o que se mede e o que se comunica.
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Apoiar porta-vozes para que falem a partir de ações reais.
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Desdobrar iniciativas em conteúdos digitais, imprensa e eventos.
Assim, a agência transforma práticas em reputação.
A experiência da Alter
Na Alter Conteúdo Relevante, acreditamos que a prática precede a narrativa. Nosso trabalho em relatórios, campanhas digitais, imprensa e jornadas ESG sempre nasce de ações reais, que depois se transformam em histórias legítimas.
A Amazônia é exemplo disso: nosso trabalho parte do território e, a partir dele, construímos narrativas globais. Essa coerência garante que comunicação seja reflexo de impacto, não mero adorno.
Conclusão: o futuro da comunicação ESG é o storydoing
O tempo do storytelling isolado ficou para trás. O futuro pertence ao storydoing em ESG, onde práticas vêm antes das palavras e a narrativa é consequência da ação.
Empresas que compreenderem essa lógica construirão reputações sólidas, à prova de críticas, conectadas a públicos diversos.
Porque, no fim, o que engaja não é o que se diz, mas o que se faz.







